JPA Travel Market trai João Pessoa e Paraíba

Editor 19.10.2019

Os eventos de turismo são um elo fundamental entre os profissionais do setor e hoje até com os consumidores. Momento de negócios e até de confraternização.

A ABAV Nacional saiu na frente à 47 anos, outros tempos, tempos do telex, do telefone com línhas compradas a preço exorbitante, era até investimento uma línha telefónica. Os bilhetes aéreos podiam ser comprados sem data de uso, se compravam e se guardavam. Duravam um ano. Segundo momento sai o telex e entra ora que maravilha, o faz, depois a internet discada.

Tudo muito demorado.

Por isso os eventos, pessoas com as quais  só se conversava por telefone ou telex, na Abav você poderia encontrar olho no olho. Era uma maravilha, era uma festa.

Os eventos de turismo foram criados nesse intuito, para as pessoas se encontraem, para as pessoas se conhecer. E assim fechar negócios, acordos, bloqueios.

Surgiram os eventos de empresas particulares, e o primeiro foi o FESTURIS pelas mãos de Marta Rossi e Silvia Zorzanello, já na sua 31ª edição. Depois surgiu o BNT Mercosul pela mão de Geninho Góes e Jair Pasquini, depois surgiu o Festival das Cataratas pelas mãos de Mira e Paulo Angeli, já na sua 15ª edição. Não vou citar eventos de associações como Avirro, Aviesp e outras. A WTM Latin América já na sua 5ª edição.

O projeto da ABAV era de um evento itinerante, após umas edições no Rio de Janeiro se fixou em São Paulo, a WTMLA sempre se posicionou como tendo SP de base.

O FESTURIS sempre em Gramado, creceram juntos o evento e o destino, tendo Porto Alegre perto, impensável para os organizadores saírem de Gramado.

A BNT Mercosul, sempre no eixo Balneário Camboriú-Itajaí, tendo Floripa perto, impensável a BNT sair de Camboriú.

Festival das Cataratas, sempre em Foz do Iguaçu, poderiam fazer em Curitiba, poderiam, mas nunca foi nem cogitado, impensável sairem de Foz.

Sempre fiéis a um propósito, sempre fiés a quem acolheu quando eram pequenos e ninguém no mercado os conhecia.

Para minha surpresa hoje soube que o evento JPA, que sempre aconteceu em João Pessoa, que João pessoa e a Paraíba colocaram no colo e deram o suporte mínimo necessário para que o evento acontecesse migrará para outra cidade. Para outro Estado.

Alegando – e é verdade- que Fortaleza, capital do Ceará tem mais voos internacionais, o JPA muda de nome, muda de cidade, muda de Estado. Perde credibilidade.

Daqui a uns anos Ceará poderá perder para o Rio de Janeiro, se o assunto principal forem os voos internacionais, o Rio tem mais que Fortaleza.

O JPA que mudou para BTM perdeu credibilidade.

Ingratidão para com João Pessoa e com a Paraíba.