Pesquisa da KPMG aponta Nordeste com dificuldades na retomada

Os principais estados da região Nordeste – Ceará, Pernambuco e Bahia – que têm a economia voltada para o turismo, consumo interno e dependência de incentivos governamentais (investimentos públicos) podem ser os mais impactados pelos reflexos causados pela pandemia da Covid-19, segundo análise do sócio da KPMG, Eliardo Vieira.

De acordo com ele, o impacto econômico no setor de turismo será grande em função do elevado grau de informalidade e do uso de mão de obra não tão qualificada. De acordo com ele, o desafio das empresas da região será a retomada das operações.

“O reflexo no turismo é maior devido às características da região e que foi fortemente afetado com o fechamento de hotéis, parques e cancelamento de eventos. O potencial do Nordeste de atrair turistas brasileiros e estrangeiros com a combinação de litoral, gastronomia e cultura foi altamente comprometido. Por isso, vai ter mais dificuldade de retomada do que em outras regiões do país. Além do turismo, a economia do Nordeste é impulsionada pelo comércio local e investimentos públicos que estarão comprometidos nos próximos anos. Varejo e o comércio informal foram afetados por causa da queda do consumo, com impacto relevante, demissões e planos contingenciais e de crise”, analisa.

Para o sócio, o desafio das empresas é religar a economia em curto prazo e que o crescimento vai depender de uma retomada estruturada.

“As empresas precisam se preparar para este novo momento. Sob a ótica econômica de negócios e com bastante desafio operacional, as empresas vão passar por um processo de reinicialização em que elas vão ter que repensar o modelo de negócios para que continuem sendo eficientes e adaptadas ao retorno gradual das atividades”, finaliza.

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