Conheça dois queijos italianos pouco conhecidos no Brasil

Dizem que pelos seus queijos se conhece um país, Itália e celeiro de queijos extraordinários, selecionamos dois poucos conhecidos no Brasil para este dia de domingo. Um de leite de vaca e outro de leite de ovelha.

Taleggio

Taleggio, foto Google.

Das imponentes cavernas alpinas de Val Taleggio, localizadas no norte da Itália, especificamente na região da Lombardia, dão seu nome ao Taleggio DOP, um dos mais reconhecidos e antigos queijos semi-moles feitos com leite de vaca na Itália.

Já era produzido no século XI por algumas famílias da região, e sua produção tem passado de geração em geração até hoje. Os queijos são produzidos no outono e no inverno, quando as vacas descem dos exuberantes prados alpinos após meses de semi-liberdade.

De forma quadrada, apresenta uma casca distinta, lavada, laranja-rosada escura, com aromas a passas, nozes e citrinos altamente ácidos, e um pouco de erva seca. Na boca distingue-se pela sua doçura e sabor frutado e picante, com notas de amêndoa torrada. Desfrute-o como parte de sua próxima mesa de aperitivos, podendo ser harmonizado por vinho de reserva de Rioja ou um Priorat denso ou um belo Merlot.

 

 

Formaggio di Fossa

Formaggio di Fossa, foto Google.

Formaggio di Fossa é um famoso queijo de ovelha feito há mais de 500 anos na bela cidade de Sogliano, localizada no centro da Itália, na região de Emilia-Romagna.

Essa elaboração peculiar, cuja tradução viria a ser ‘queijo de buraco’, é muito amada e apreciada pelos italianos. Sua interessante história remonta ao final do século XV, quando o rei Afonso de Aragão, humilhado e derrotado pelos franceses, buscou refúgio na Itália central.

Suas tropas, em busca de suprimentos, começaram a se apropriar dos alimentos dos infelizes camponeses. Muitos deles, avisados ​​com antecedência do saque, esconderam seus queijos enterrando-os em buracos feitos na mesma terra.

Este método engenhoso deu ao queijo para sempre uma qualidade e sabor surpreendentes que lembram musgo, terra e trufas, devido às colônias de bactérias que se desenvolvem em seu interior. Pelo seu sabor penetrante, acompanha muito bem um vinho rosé fermentado em barricas, um vermute artesanal muito picante, ou ainda um encorpado Tannat.

C.Turismo

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