Querosene de aviação aumenta; bilhetes aéreos encarecem
A Petrobras elevou o preço do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% a partir de hoje 1º de abril de 2026, conforme divulgado pela companhia e por informações do setor aéreo.
Esse reajuste está ligado à alta dos preços internacionais do petróleo, influenciada principalmente pelo atual cenário geopolítico no Oriente Médio e pelo aumento da cotação do barril no mercado global. A política de preços da estatal ajusta mensalmente o valor do QAV com base nesses fatores.
Impacto nos custos das companhias aéreas
- O querosene de aviação representa mais de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas brasileiras.
- Com o aumento de 55%, as despesas com combustível sobem de forma expressiva e pressionam as margens de lucro das empresas.
Repasse para as passagens aéreas
Quando o custo do combustível sobe, as companhias têm duas opções principais:
- Reduzir margens e absorver o impacto (difícil em um setor de baixa lucratividade).
- Repassar parte do aumento ao consumidor, elevando o preço das tarifas.
Especialistas do setor apontam que a passagem aérea costuma subir em torno de 10% para cada aumento de US$ 1 no preço do combustível, o que significa que esse reajuste pode acelerar a alta das tarifas — especialmente se outros custos também subirem.
O que isso significa para quem viaja
Preços maiores: passageiros já podem ver passagens com valores mais altos para voos nacionais e internacionais.
Menor oferta em algumas rotas: algumas companhias podem reduzir a capacidade de voos em rotas menos lucrativas para compensar os custos extras.
Pressão inflacionária: o aumento no preço dos bilhetes pode refletir em índices de inflação relacionados a transportes e turismo.
Medidas em discussão
O governo federal tem analisado propostas como redução de tributos sobre o querosene de aviação (como PIS/Cofins e IOF) para aliviar a pressão sobre as companhias e tentar limitar os aumentos para os consumidores.
Mas anota aí, o consumidor sempre paga a conta.






