Nurembergue tem concertos clássicos ao ar livre
Nurembergue tem concertos clássicos ao ar livre. Cenário de importantes acontecimentos históricos, como o florescimento da Reforma Protestante, e repleta de patrimônios culturais, como castelos, igrejas góticas e outras construções medievais, Nurembergue recebe, a partir de julho, dois concertos clássicos ao ar livre, com direito a piqueniques e queima de fogos de artifício.
As apresentações ocorrem no parque Luitpoldhain, um terreno que, antigamente, era usado para desfiles militares e, hoje, é considerado a maior área verde para concertos na Europa. A cidade alemã, localizada ao norte da Baviera, é, justamente, reconhecida há 17 anos por seus festivais de música clássica ao ar livre. Maiores informações www.magic-cities.com
A primeira atração, em 26 de julho, é a Filarmônica Municipal de Nurembergue, sob a batuta do diretor musical Marcus Bosch. Para aquecer o público, o cantor e apresentador Malte Arkota é convidado para um concerto familiar a partir das 11h.
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Concerto clássico ao ar livre em Nurembergue, divulgação.[/caption]
O ponto alto do dia, às 20h, é o espetáculo “Celebridades e Estrelas”, com participação especial da pianista georgiana Khatia Buniatishvili, que interpreta o famoso concerto para piano do compositor russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943). O repertório ainda conta com a suíte “Os Planetas”, do inglês Gustav Holst (1874-1934), e o tema “Star Wars”, composto pelo norte-americano John Williams.
O dia 5 de agosto marca, às 20h, a última regência do maestro Alexander Shelley à frente da Orquestra Sinfônica de Nurembergue. Ele convida para o concerto “Última Noite” o violinista inglês Daniel Hope, com quem gravou o disco “Escape to Paradise – The Hollywood Album” (2014), além dos coros Hans-Sachs e da filarmônica. Com a promessa de emocionar ao público, o programa reúne sucessos do húngaro Miklós Rózsa (1907-1995), do inglês Edward Elgar (1857-1934) e dos alemães Richard Wagner (1813-1883) e Max Bruch (1838-1920).
Com grande carga histórica, Nurembergue abriga exuberantes construções medievais – como o Kaiserburg (ou castelo imperial) e as igrejas de St. Lorenz e St. Sebald –, que foram, em sua maioria, destruídas durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruídas nos anos seguintes a partir das plantas originais. O centro histórico da cidade ainda é demarcado por uma muralha com quatro quilômetros de extensão. Berço do pintor renascentista Albrecht Dürer (1471-1528), a cidade assistiu à Reforma Protestante e foi palco da conhecida “Paz de Nuremberg” (1532), um tratado de aceitação dos luteranos. Atualmente, a região é conhecida pelos festivais de música ao ar livre e por seus mais de 40 museus, além da produção de óperas, teatro e balé.
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