Editorial; Natal e 2020, aprendizados e desafios

Estamos no Natal, e quase na virada do ano. Deixaremos o turbulento e catastrófico 2020 para atrás e entramos em 2021 com esperança e novos conceitos.

Mas, precisamos olhar para atrás e refletir, não devemos dar as costas e seguir como se nada tivesse acontecido ou o que aconteceu aos outros não tenha importância para nós. Precisamos um turismo novo.

Quando digo um turismo novo, não se trata de novos destinos, novos hotéis, novas companhias aéreas, precisamos avaliar o nosso setor. O turismo do mundo se mostrou extremamente frágil.

As instituições do turismo se mostraram perplexas, umas mostraram uma incompetência absurda e outras negaram o momento só pensando em sí mesmas. Em termos setoriais as empresas ficaram desamparadas.

O que vamos fazer em 2021?

Que o Covid-19 veio para ficar, não tenho a menor dúvida. Que outros virus virão, não tenho a menor dúvida. Mas, e agora?

O que estamos vivendo é um momento pós apocalíptico, destinos querendo abrir tudo de vez, altos índices de contágio, uns gritam vamos morrer, outros gritam vamos falir. Enquanto isso o silêncio ensurdecedor das associações atordoa.

Dez meses de pandemia e não temos ainda respostas para como podemos trabalhar. Dez longos e cruéis meses e fomos incapazes de gerar um protocolo padrão de turismo no Brasil. Somos levados pelas ondas e marés da Covid, fecha, abre, diminui, e as empresas não sabem se investem, contratam ou fecham.

Aviões lotados -sei por experiência própria, hotéis lotados -sei por experiência própria, destinos que hoje estão funcionando e amanhã fecham ou limitam fluxo. Decisão judicial aqui, liminar alí, recurso acolá. Vivemos o turismo jurídico em seu esplendor, e isto por falta de padrão. Falta de união do trade. Falta de foco geral e egos exacerbados.

O que vamos fazer em 2021?

Este verão será o termómetro que irá reger 2021 todo, navegaremos nas águas do turismo Europeu? Teremos nosso próprio timoneiro?

Uma coisa digo, se, e digo novamente, se, em pleno janeiro 2021 tivermos um revés, teremos um semestre negativo como foi 2020.

Participamos com nosso stand no Festival das Cataratas, e o Festival foi um claro exemplo que segindo protocolos firmes e comprovados é possivel sim a cadeia do turismo acontecer. Precisamos de cautela, por enquanto os números de 2019 não podemos imaginar em 2021. Calma com o andor, o setor de turismo e de barro.

Ainda mantenho saudades de me encontrar com a turma do turismo, dos abraços, dos beijos, de rir de boca aberta, gargalhar. Do olho no olho nos negócios.

Precisamos manter o foco nos negócios, na economia, sem perder de vista o lado humano. Este lado humano sempre foi o pilar do setor. Só poderemos manter este pilar se todos tivermos o mesmo foco.

Precisamos de mais empresários empresários e menos empresários políticos.

O que vamos fazer em 2021?

É em 2022?

Feliz Natal

Ariel Figueroa

Editor da Coluna de Turismo

 

C.Turismo

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