Amapá leva ao FITCataratas a experiência de viajar pelo meio do mundo

Pela primeira vez em duas décadas de Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), o Amapá ocupará espaço próprio na feira que reúne, em Foz do Iguaçu (PR), operadores, agentes de viagens e gestores públicos de todo o Brasil e da América Latina. A 21ª edição do evento acontece entre os dias 10 e 12 de junho de 2026 e marca a entrada oficial do estado amazônico no principal palco de negócios turísticos da região Sul.

“Recebemos o convite para integrar a feira como expositor e entendemos que era o momento de ocupar esse espaço”, afirma a presidente do Sindetur/AP, Josiane Coutinho. A vinda da comitiva é apoiada pela Federação do Comércio do Estado do Amapá (Fecomércio) e pelo Conselho Empresarial de Turismo do Amapá (Cetur), com o Sindetur/AP atuando como representante institucional do setor privado.

A meta da delegação é comercializar rotas turísticas do estado, ampliando a visibilidade do destino e atraindo novos turistas nacionais e internacionais interessados em conhecer a cultura, os atrativos e a gastronomia local. Para se diferenciar de Manaus e Belém, concorrentes consolidados no imaginário do viajante do Sul e Sudeste, a aposta é trabalhar o elemento experiencial.

“Nossa estratégia é apresentar produtos que combinem a vivência prática das rotas turísticas com experiências sensoriais, incluindo a degustação da gastronomia regional. É isso que diferencia o Amapá”, explica Josiane.

Meio do mundo cheio de atrações

A presença amapaense chega com uma proposta de valor pouco explorada no mercado nacional: um território onde se pode pisar nos dois hemisférios ao mesmo tempo, no Monumento Marco Zero do Equador, um obelisco de 30 metros instalado no Parque do Meio do Mundo, em Macapá, ao lado da Praça dos Povos, que celebra as matrizes indígena, negra, cabocla e ribeirinha do estado. A capital, conhecida como “Capital do Meio do Mundo”, é também a única do país banhada pelo Rio Amazonas.

O portfólio levado ao FITCataratas reúne city tours por Macapá, com paradas na Fortaleza de São José, construída no século XVIII e considerada um dos mais importantes monumentos históricos do Brasil, com canhões, capela e casamatas preservadas, na Catedral São José, no Museu Sacaca (20 mil m² dedicados ao modo de vida dos povos tradicionais) e na revitalizada Orla do Rio Amazonas, com a Rampa do Açaí, o Trapiche Eliezer Levy e o bairro histórico de Santa Inês.

Para o público interessado em ecoturismo, o estado apresenta o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o maior parque nacional do Brasil, além da Reserva Biológica do Lago Piratuba, da Cachoeira Grande, em Pedra Branca do Amapari, e da Ilha de Maracá-Jipioca.

Compõem ainda a vitrine experiências de bioeconomia e turismo de base comunitária, como a visita ao Quilombo do Curiaú, o roteiro Mocambo–Flor da Samaúma (com navegação de catamarã até a foz do Rio Amazonas e trilha até a árvore símbolo da Amazônia), a degustação do vinho artesanal de açaí tinto e a imersão em Mazagão Velho, cidade transladada do Marrocos para o Amapá no século XVIII, palco da Festa de São Tiago, que recria a batalha entre mouros e cristãos.

Sustentabilidade como argumento de venda

A aposta é posicionar o Amapá como destino de turismo ecológico e sustentável de alta integridade ambiental, argumento sustentado pelo dado de que 95% da cobertura florestal original do território permanece intacta. Segundo Gilson Torres, membro da diretoria do Sindetur/AP, esse percentual se traduz em prática nos roteiros oferecidos.

“Esse percentual se reflete na estruturação de roteiros orientados por princípios de turismo responsável, com condução por guias capacitados, valorização das comunidades locais e orientação aos visitantes sobre boas práticas ambientais. A proposta é garantir experiências sustentáveis, com baixo impacto e alinhadas à preservação do patrimônio socioambiental do Amapá”, diz Torres.

Do ponto de vista do acesso, há voos diretos de São Paulo para Macapá, além de opções com conexões viáveis via Belém e Brasília, rotas que a delegação aposta serem suficientes para destravar o fluxo a partir do mercado emissor do Sudeste. Sobre o parque receptivo, Gilson garante prontidão: “O destino está preparado para atender a um possível aumento da demanda, com empresas do setor e guias qualificados para receber visitantes e turistas.”

FITCataratas

O Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas) conta com o patrocínio da Fecomércio e do Fundo Iguaçu.

C.Turismo

colunadeturismo@gmail.com