Colômbia passa a exigir seguro-viagem de visitantes
Quem pretende viajar para a Colômbia precisa ficar atento a uma mudança importante: o seguro-viagem agora é obrigatório para a entrada no país. A medida altera o planejamento do turista e reforça uma tendência mundial de maior rigor e organização no setor.
Desse modo, o que antes era tratado como opcional passa a ser um item essencial. “Vemos como um movimento natural de amadurecimento do turismo. A Colômbia segue uma tendência global de proteger tanto o sistema de saúde local quanto o próprio visitante. Para o setor, isso é positivo porque tira o seguro da categoria ‘opcional’ e o coloca onde ele sempre deveria estar: no check-list de itens básicos, como a passagem”, afirma Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, comparadora brasileira especializada em seguro-viagem.
A nova regra deve impactar diretamente o comportamento do viajante brasileiro, especialmente daqueles que costumavam deixar o seguro para a última hora, ou até viajar sem cobertura em destinos próximos.
“O que muda é a prioridade. O brasileiro que às vezes arriscava viajar sem seguro por ser um país vizinho agora terá que se planejar. Isso formaliza o cuidado com a saúde, a bagagem e outros elementos da viagem que o seguro protege”, explica o executivo.
Segundo Reichenbach, a baixa adesão ao seguro até então estava ligada a uma percepção equivocada de custo. “Havia a ideia de que era um gasto extra que poderia não ser usado. Além disso, muitos acreditavam que, por ser América do Sul, os custos médicos seriam baixos ou que o seguro do cartão de crédito seria suficiente, o que nem sempre se confirma em uma emergência.”
Viajar sem seguro pode representar um risco, principalmente em situações inesperadas de saúde ou acidentes. “Uma simples intoxicação alimentar ou uma torção de tornozelo em Cartagena pode custar milhares de dólares em clínicas particulares. Sem seguro, o turista fica à mercê da rede pública ou precisa desembolsar valores que podem comprometer todo o orçamento”, alerta.
Apesar disso, o custo do seguro segue sendo um dos menores dentro do planejamento. “Ele representa, muitas vezes, menos de 1% do valor total da viagem. Não faz sentido dizer que encarece.”
Além do seguro-viagem, a Colômbia mantém a exigência do Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela.







