Nassau & Paradise Island entram nos desejos de viagens dos brasileiros
Trxto e foto colaborativos by Mary de Aquino.
Destino registra demanda de 23 passageiros diários em cada sentido no mercado brasileiro e reforça atuação junto ao trade, conectividade aérea e comunicação em português
O Brasil ocupa uma posição crescente na estratégia latino-americana de Nassau & Paradise Island. Dados da Cirium acumulados até abril de 2026 mostram uma demanda de 23 passageiros por dia em cada sentido entre o mercado brasileiro e Nassau, volume que coloca o país empatado com o México na segunda posição entre os mercados latino-americanos apresentados pelo destino.
Os números foram detalhados ao trade turístico no último dia 17, durante evento realizado no Help Bar, no Jardim Europa, em São Paulo. Participaram do encontro Joy Jibrilu, CEO do Nassau & Paradise Island Promotion Board, e Giovanni Grant, diretor de Airlift and Emerging Markets.
No conjunto dos países analisados, a demanda supera 150 passageiros diários em cada sentido. O Panamá lidera com 31 passageiros por dia, seguido por Brasil e México, ambos com 23. A Colômbia registra 18 e a Argentina, 12. Peru, Costa Rica, Equador e Chile têm seis passageiros cada; Guiana, cinco; El Salvador e Honduras, três cada; Uruguai, Guatemala, Nicarágua e Belize, dois cada; Paraguai, Bolívia, Venezuela e Suriname registram um passageiro diário em cada sentido.
O desempenho brasileiro vem acompanhado, segundo Jibrilu, de crescimento de 20% da demanda em relação ao ano anterior.
Para sustentar a expansão, a conectividade ocupa posição central. A Copa Airlines foi apresentada como uma das principais alternativas de acesso ao destino por meio do Panamá. Segundo Jibrilu, são seis voos semanais para Nassau durante a baixa temporada e sete durante a alta.
A estratégia procura aproveitar também o fluxo já consolidado de brasileiros para os Estados Unidos. Miami está a aproximadamente 35 minutos de voo de Nassau, de acordo com a executiva, enquanto outras cidades americanas oferecem ligações com o destino.
Um diferencial operacional é o U.S. Preclearance existente no Aeroporto Internacional Lynden Pindling. O sistema permite realizar em Nassau os controles de imigração e alfândega dos Estados Unidos antes do embarque. Na chegada ao território americano, os passageiros processados pelo sistema seguem diretamente para a conexão ou destino, conforme explica a U.S. Customs and Border Protection. (CBP)
A facilidade não significa ausência de requisitos migratórios. Para entrar nas Bahamas, cidadãos latino-americanos estão atualmente dispensados de visto bahamense em estadias inferiores a três meses, segundo a informação oficial do país, mas precisam cumprir os demais requisitos documentais. Passageiros provenientes do Brasil também devem observar a exigência aplicável de certificado de vacinação contra febre amarela. (The Islands of The Bahamas)
Ao lado da aviação, Nassau & Paradise Island intensificou a localização de sua comunicação para o mercado brasileiro. Materiais de marketing, site e canais sociais passaram a contar com conteúdo em português.
Jibrilu informou que o site recebeu cerca de 33 mil visitas provenientes do Brasil em maio. Segundo os dados apresentados por ela, houve aumento de 591% no interesse brasileiro no período considerado. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte concentram parte relevante dos acessos.
“Agora estamos chegando aos nossos clientes em uma língua que eles possam entender”, afirmou a executiva.
A atuação comercial também procura ampliar o portfólio vendido pelos agentes. O Nassau & Paradise Island Promotion Board trabalha com 19 parceiros hoteleiros, abrangendo diferentes tipos de propriedades. Grandes complexos como Atlantis Paradise Island e Baha Mar representam parcela significativa do inventário e agregam entretenimento, gastronomia, compras e atividades.
Jibrilu apresentou o conceito de Nassau & Paradise Island como um destino que pretende ir além da associação tradicional com sol e mar. Cultura, Junkanoo, arte, museus, música, cassinos, vida noturna, compras, esportes e atividades aquáticas foram citados como componentes capazes de ampliar os segmentos atendidos.
A gastronomia ganhou destaque particular. Durante a apresentação, Jibrilu citou Danny Elmaleh, Dario Cecchini, Jean-Georges Vongerichten, Michael White, José Andrés, Alon Shaya, Katsuya Uechi, Marcus Samuelsson, Nobu Matsuhisa e Daniel Boulud entre os chefs relacionados à oferta gastronômica apresentada pelo destino.
O evento também contou com o mixologista Marv Cunningham, conhecido como Mr. Mix, que realizou uma demonstração de coquetelaria. Cunningham associou ingredientes e técnicas à cultura bahamense e utilizou, entre outros elementos, água de coco na preparação apresentada ao trade.
A estratégia de Nassau & Paradise Island para a América Latina combina, assim, três frentes de negócio: geração de demanda por comunicação localizada, aumento da eficiência do acesso aéreo e diversificação do produto comercializado.
Para o mercado brasileiro, os dados apresentados em São Paulo indicam que a demanda já existe. O desafio passa a ser aumentar a conversão desse interesse em passageiros, especialmente em um mercado sem a mesma oferta direta disponível a partir do Panamá.







