CT entrevista Clovis Casemiro

Coluna de Turismo .: O que o mundo do turismo pode aguardar da Convenção IGLTB? Clovis Casemiro.: Em nossas convenções sempre tratamos do futuro do nosso segmento com muito profissionalismo, seminários de executivos das áreas de marketing, promoção, tecnologia, são parte integrante de nossa agenda. Esperamos que possamos cada vez mais trazer ao mundo as informações sobre o Turismo LGBT em diferentes países, com crescimentos em termos de negócios e de mais procura pela comunidade. Outro ponto importante é o network com empresas de diferentes países que podem trabalhar em conjunto na divulgação e promoção de destinos e pacotes.   CT.: O Brasil será candidato a próxima edição? Clovis Casemiro.: A edição que estará em competição é para 2020, pois em 2018 será em Toronto e em 2019 em Nova York. Assim estou verificando as cidades interessadas.   CT.: Muito se fala no Brasil que estamos preparados para receber o público LGBT. Estamos? Clovis Casemiro.: O país é muito grande, falar em todo o país é algo ainda a ser verificado e pesquisado. Mas podemos garantir que a maioria das grandes cidades, onde o movimento da sociedade LGBT local é forte, tem mais tendência em fortalecer a vinda do turista LGBT também. No caso estou falando do tratamento dentro da nossa indústria, onde realmente notamos melhor atenção e comprometimento.   CT.: O que motiva o turista LGBT a vir ao Brasil? Clovis Casemiro.: São várias as opções, até porque o turista LGBT é um “corte” dos turistas que aquele destino recebe. Ou seja, teremos os turistas que gostam de cultura, praia, eco-turismo, aventura, gastronômico, etc. E o turista LGBT em si vai buscar os destinos onde se nota o que o país oferece aos seus residentes LGBTs em relação às leis, segurança, saúde e outros tantos serviços necessários a receber bem, independente de quem é o Turista.   CT.: Qual seu principal desafio de ser o elo local de uma instituição tão forte e reconhecida no exterior? Clovis Casemiro.:Realmente é para mim uma responsabilidade muito grande. Estou lidando com uma associação que está muito perto do que chamamos de “movimento LGBT”, que diz mais respeito à vida em sociedade, e de onde iremos ter os destinos recomendados. E ao mesmo tempo mostramos o tamanho do mercado e do segmento em termos de consumidores e investidores. Importante ter os olhos atentos ao que esta comunidade deseja, pois viagem também muda, assim como este próprio consumidor.   E tudo isso vale para o turista nacional ou internacional. Ou seja, temos que treinar, ler, participar em eventos e seminários, oferecer bases para que todos fiquem feliz e satisfeitos com seus anseios.   *Clovis Casemiro é Coordenador Brasil de Turismo da IGLTA
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