Azul registra receita recorde de R$ 5 bilhões no segundo trimestre
A Azul encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com receita operacional recorde de R$ 5,0 bilhões para este período. O RASK atingiu R$ 43,41 centavos, crescimento de 12,7% na comparação anual e recorde para um segundo trimestre.
A evolução reflete a estratégia comercial da Companhia de priorizar Clientes e mercados de alto valor, além da contribuição crescente de suas unidades de negócio, que representaram 21% do RASK no trimestre. Tal contribuição é relevante principalmente em momentos de desafios externos, uma vez que as unidades de negócio apresentam resiliência diferenciada e trazem faturamento recorrente para a Azul. A receita de produtos premium avançou 12,4% no período, mesmo com a redução de 10,6% na capacidade total, reforçando as medidas da Azul para buscar maior qualidade de receita e rentabilidade.
Disciplina de capacidade diante de cenário desafiador
A Azul registrou EBITDA de R$ 510,1 milhões, com margem de 10,2%, mesmo com o segundo trimestre sendo historicamente um dos períodos mais desafiadores em relação à sazonalidade, custo e rentabilidade. Em 2026, o período foi impactado pelo forte aumento dos preços de combustível e por eventos mundiais que influenciaram na demanda.
Diante desse cenário, a Azul adotou uma estratégia disciplinada de alocação de capacidade, especialmente nas operações internacionais, concentrando sua oferta nos mercados mais rentáveis. A medida contribuiu para preservar os níveis de receita unitária e maximizar o caixa.
O yield chegou a R$ 49,43 centavos, alta de 12,9%, enquanto o PRASK avançou 11,4%, para R$ 39,77 centavos. O ambiente de custos, entretanto, permaneceu pressionado. O preço do combustível aumentou 61,8% na comparação anual, levando o CASK a R$ 44,80 centavos, alta de 26,0%. O combustível passou a representar aproximadamente 38% das despesas operacionais da Companhia, ante cerca de 30% no 2T25.
Estrutura de capital mais forte após a reestruturação
A Azul encerrou o trimestre com R$ 3,7 bilhões em caixa e recebíveis, 11,2% acima do registrado no 2T25 e equivalente a 16,6% da receita dos últimos 12 meses.
A Companhia também avançou de forma significativa na desalavancagem após a conclusão de sua reestruturação financeira. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a dívida total foi reduzida em R$ 13,0 bilhões.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA e considerando a liquidez disponível, ficou em 2,8 vezes, uma redução de 2,3 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, a Companhia levantou R$ 330 milhões por meio do programa de crédito para o setor aéreo e poderá acessar até R$ 4,6 bilhões em financiamentos de longo prazo em reais a taxas atrativas. Esses recursos podem ampliar a liquidez da companhia, reduzir sua exposição cambial e apoiar sua estratégia de desalavancagem.
“O segundo trimestre mostra a capacidade da Azul de executar seu plano de negócio com disciplina, mesmo em um ambiente desafiador. Seguimos priorizando a rentabilidade, ajustando a capacidade à demanda e fortalecendo nossa estrutura de capital, ao mesmo tempo em que avançamos na renovação da frota, na eficiência operacional e na experiência dos nossos Clientes. Os resultados refletem uma estratégia clara, focada em gerar valor de forma sustentável e preparar a Azul para um novo ciclo com ainda mais solidez”, afirma John Rodgerson, CEO da Azul.
Avanço operacional e experiência do Cliente
Os resultados do trimestre refletem também a evolução operacional da Companhia e os investimentos contínuos na melhoria da experiência de viagem do Cliente. Durante o segundo trimestre, a Azul deu sequência ao fortalecimento de sua frota com o recebimento de novas aeronaves, ampliando sua eficiência, confiabilidade operacional e capacidade de execução de sua estratégia de longo prazo.
Esse avanço operacional contribuiu para a melhora consistente da jornada dos Clientes e dos indicadores de satisfação. No segundo trimestre do ano, a companhia elevou seu índice de satisfação (NPS) em 26 pontos. A evolução desses indicadores foi acompanhada por ganhos relevantes de desempenho operacional.
Após o encerramento do trimestre, a Azul retomou a liderança em pontualidade na América Latina, sendo reconhecida pela Cirium como a companhia aérea mais pontual da região em julho. Além disso, a empresa foi a mais pontual no Brasil em dois dos três meses do trimestre (abril e junho). O reconhecimento reforça o compromisso da Companhia com uma operação cada vez mais eficiente e com a oferta de uma experiência de viagem confiável e consistente para seus Clientes.
Segundo semestre com foco em rentabilidade e geração de caixa
A Azul inicia o segundo semestre com uma estrutura de capital mais robusta, uma operação mais eficiente e avanços consistentes nos indicadores de satisfação dos Clientes. A Companhia também passou a contar com uma frota fortalecida após o recebimento de novas aeronaves ao longo do ano, ampliando sua competitividade e capacidade de execução.
Com os principais pilares de seu plano de transformação em andamento, a estratégia segue concentrada na maximização da rentabilidade, na alocação disciplinada de capacidade, no fortalecimento das receitas premium e na geração de caixa. O foco permanece em consolidar os ganhos operacionais conquistados nos últimos meses e criar bases sólidas para o atingir as metas de longo prazo da Companhia.







